A alegoria do navio e a falência da democracia.


A alegoria do navio é uma história contada por Platão, no livro "A República", para defender a importância dos mais qualificados como governantes de uma cidade. Ainda hoje, segundo a opinião comum, o conhecimento é inútil, ainda mais em se tratando do governo. Tanto é assim que tivemos um presidente que nunca leu um livro.

 

Pois bem, como superstições e Estado sempre se mantiveram unidos, tudo se remete a uma Trindade, vale dizer, a um Deus Trino. Sócrates teria dividido o navio em três partes. A força dos remadores, a bravura dos defensores e o conhecimento dos navegadores.

 

Muitos fazem a força do trabalho, remadores. Alguns defendem o barco de invasores, militares. E poucos possuem a inteligência para definir os rumos, os nautas.

 

Segundo o filósofo (por favor, reclamem com ele!), as cidades deveriam assim se organizar, de maneira que somente os mais preparados assumissem os comandos.

 

Sócrates, ao defender a sua tese, utiliza-se de uma metáfora extremamente atual. Vejamos: Se uma pessoa resolver exercitar o seu corpo, ela buscará conselhos com um profissional da área médica ou fará o que a maioria disser? Óbvia resposta!

 

Ora, se para um simples exercício físico precisamos de pessoas especializadas, o que não dizer dos timoneiros que guiarão o país?

 

Pois bem, Friedrich Nietzsche e Nelson Rodrigues não ficaram atrás. Ambos disseram, cada um na sua época, que toda maioria está errada. Toda maioria é burra! (por favor, reclamem com eles...)

 

Pois bem, o tema é polêmico e pode parecer elitista. Todavia, devemos sempre estarmos atentos ao republicanismo com alternância de poder, livre mercado e contra extremistas de todos os lados.



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