Antonio Gramsci, a Éris italiana nascida em 1930


Antonio Gramsci, a Éris italiana nascida em 1930

 


Éris é a deusa da Discórdia. Ela espalha a desavença no sentido de guerra e destruição, e utiliza-se de métodos velados, aparentemente pacíficos. Vejamos o mais conhecido evento:

Os principais deuses do Olimpo foram convidados para o casamento de Tétis e Peleu. Menos Éris. Incomodada com a desfeita, decidiu espalhar um pouco de discórdia no ambiente. Preparou uma maçã de ouro (o Pomo da Discórdia) com os dizeres “Para a Mais Bela” – e a lançou na festa.

Hera, Atena e Afrodite começaram a discutir para saber quem era a mais bela; e, portanto, digna da maçã. Como não chegaram a um consenso, chamaram Páris, um mero mortal, para arbitrar a disputa de forma independente.

É claro que Páris foi subornado, e favoreceu uma das deusas em troca do amor da mulher mais bela. Essa mulher era Helena. Obviamente, sendo a mulher mais bela, Páris não era o único de olho nela. E foi por causa dessa maçã que começou a Guerra de Tróia.

Fica a dúvida: a culpa é de Éris, que só jogou a maçã? Da deusa espírito de porco que resolveu subornar Páris? Ou do pobre mortal que aceitou uma honesta contribuição divina?

Antonio Gramsci nasceu na Itália em 1891. Foi membro do Partido Comunista italiano. Em 1930 pregava a implantação do comunismo não pela força, e sim pela discórdia.

Como o objetivo principal era implantar a ditadura do proletariado, a burguesia precisava ser destruída e as propriedades privadas expropriadas. E como retirar as propriedades privadas sem a força? Gramsci descobriu que a solução seria destruir a família, célula mãe de uma sociedade.

Nesse diapasão, no Brasil e no mundo foi-se criando a ideia de que família é algo burgues e sujo. Tirou-se a autoridade paterna com a Lei da Palmada e Maria da Penha. Deseja-se que os pais não mais eduquem os filhos. As novelas mostram somente rebeldes adolescente. Tirou-se de moda o respeito aos mais velhos. As drogas serão legalizadas. O feto é apenas um inquilino indesejado que pode ser despejado.

Fomentou-se os “movimentos sociais” para que todos tivessem uma razão para odiar o próximo, o inverso do que o filósofo Jesus nos ensinou.

Eu te odeio porque você é negro. Eu te odeio porque você é branco. Eu te odeio porque você é gay. Eu te odeio porque você é hétero. Eu te odeio porque você é homem. Eu te odeio porque você é mulher... e por aí vai!

A culpa é da sociedade. O bandido é vítima. Criou-se o mito de que a Terra está aquecendo, à revelia da ciência que nos mostra que a entropia do Universo sempre aumenta. 

A propósito, a entropia e a desordem de um sistema têm a ver com a espontaneidade de processos físicos. Se a entropia e a desordem aumentam, quer dizer que o processo é espontâneo. Isso mostra que tudo que ocorre no nosso Planeta é fruto da Natureza. O ser humano não tem força para intervir aquecendo e nem esfriando a seu ambiente natural. 

Enfim, Antonio Gramsci criou a discórdia que hoje reina entre nós. 

Fica a dúvida: a culpa é do italiano, que só jogou a maçã? Dos comunistas que subornam os meios de comunicação para que todos disputem a fruta? Ou do pobre mortal que aceita e engole as mais variadas e absurdas teorias?

Algo é certo: o melhor gramscista é quem nunca ouviu falar em Antonio Gramsci.








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